Deixe o caminho aberto.

Antes do escrito de hoje, quero lhes deixar apenas um recado: Quando eu posto aqui no blog textos falando sobre sentimentos, vidas, contos e crônicas, eles são de minha autoria. Deixo avisado, pois nos últimos dias algumas pessoas têm questionado quem realmente escrevo, então ASSINADO : Séfora Silva.


Escrito:
Você já teve a sensação de que algo que é seu esteja tentando escapas? Então, talvez isso não seja realmente seu. Quantas vezes na vida já não ficamos tentando manter algo que a muito tempo se acabou? Quantas vezes na vida, nos recusamos a aceitar o fim de um relacionamento ou de uma amizade apenas por estarmos acostumados a ter aquilo? 
Hoje, escrevo este texto porque estou passando por um momento no qual algumas amizades estão se afastando. De inicio eu pensei que talvez fosse algum problema comigo, procurei um culpado, procurei motivos e de tanto procurar, cheguei a conclusão, de que, algumas pessoas vão embora simplesmente por precisarem ir. Algumas pessoas precisam ir embora, não porque gostam pouco ou gostam muito, mas porque a vida tem um plano para cada um e ela precisa seguir o seu rumo. 
Não adianta tentar prender aquilo que está destinado a voar, quem ou o que estiver destinado a ficar, vai ficar, pelo tempo que precisar ou puder ficar.
Certo dia, conheci a história de uma moça que tinha um passarinho dentro de casa, ela o amava tanto, que de tempos em tempos cortava suas asas para que ele não fugisse. Esse pássaro passou anos na família, muito anos no qual essa família o amou, deu carinho e tudo o que eles achavam que ele precisava. Até que um dia, a janela ficou um pouco aberta e de alguma forma, o pássaro voo. O pássaro voo porque foi para aquilo que ele nasceu, esse foi apenas a vida, tomando o rumo que precisa ser tomado. 
Vou lhe dizer algo, quando você estiver com um pássaro entre as mãos e começar a sentir ele se debatendo, abra as mãos, se ele voar vai doer mas você vai conseguir superar, e vai guardar no seu coração tudo o que fez os momentos com aquele pássaro valer a pena, mas se ele não voar, você pode continuar aproveitando o tempo que tem com ele.
E vou lhe contar algo mais, eu sei como isso dói. Deixar algo que amamos partir, as vezes pode ser mais doloroso do que imaginamos. Quando começamos a sentir a ausência de alguém, chega a faltar o ar, o peito aperta, é como se um grande vazio estivesse no nosso coração. Mas, ultimamente, tenho aprendido que amar também é libertar, amar também é deixar partir e partir não significa que não foi importante, as vezes a partida é necessária para  que possamos saber o quanto amamos e o quanto fomos felizes. 
Sempre que uma partida acontece, eu repito para o meu EU interior, que aquilo pode estar me abrindo possibilidades, que aquilo pode ser o fim de uma faze feliz para se iniciar uma outra ainda mais feliz.
Não queira que ninguém fique na sua vida apenas por obrigação, não queira acorrentar uma alma.
Deixe o caminho sempre aberto tanto para chegadas, quanto para partidas. 



ASSINADO: Séfora Silva.

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